Permanência
que queres cancelar?
o encontro com o amor;
a viagem do amanhã;
o compromisso consigo?
o que queres visualizar?
a mesma estrada trilhada;
o mesmo ar que te envolve;
os mesmos seres que éramos?
não há como submeter
o mundo ao desejo teu
o tempo ainda segue
há vida pra se viver
o futuro se anuncia
não negue o movimento
segunda-feira, julho 31, 2006
Sonho
Morreu meu sonho
de ser mestra ou doutora
na universidade
Passou o tempo de sonhá-lo
Morreu meu sonho
de ter bodas de diamante
no casamento que tive
Desfez-se em tempo passado
Ainda vive o sonho
de escrever em versos
a vida vivida
Brota a todo momento em mim
de ser mestra ou doutora
na universidade
Passou o tempo de sonhá-lo
Morreu meu sonho
de ter bodas de diamante
no casamento que tive
Desfez-se em tempo passado
Ainda vive o sonho
de escrever em versos
a vida vivida
Brota a todo momento em mim
Clareado
Clareado
quando escrevo as palavras
algo escuro se vai
pra longe de mim
quando registro o pensamento
algo recolho de claro
pra dentro de mim
quando brota um poema
deixo uma brecha da leitura
que fiz do sonho
acordado em mim
quando escrevo as palavras
algo escuro se vai
pra longe de mim
quando registro o pensamento
algo recolho de claro
pra dentro de mim
quando brota um poema
deixo uma brecha da leitura
que fiz do sonho
acordado em mim
Transatlânticos
Transatlânticos
Nos barcos de papel que hoje faço
escrevo um poema de Quintana
o poema cujas asas batem forte
e levam os meus barcos ao oceano
Nos barcos de papel que hoje faço
escrevo um poema de Quintana
o poema cujas asas batem forte
e levam os meus barcos ao oceano
segunda-feira, julho 24, 2006
Agradecimento
Ao meu amigo Ludiro, que conheci no orkut, através de seus poemas
e que me presenteou com esse blog, muito obrigada!
Que você, também, Ludiro, encontre muitos amigos, sempre dispostos a ajudá-lo, caso você precise.
MariaAngélica/Bilá
e que me presenteou com esse blog, muito obrigada!
Que você, também, Ludiro, encontre muitos amigos, sempre dispostos a ajudá-lo, caso você precise.
MariaAngélica/Bilá
Identidade
Identidade
Ser Angélica
Mas não ser anjo
Ser Maria,
E não ser imaculada
Tocar-me
Ser tocada
Olhar-me mulher de desejos...
Ser olhada.
Apesar do nome,
Sexuada,
amante e amada.
Ser Angélica
Mas não ser anjo
Ser Maria,
E não ser imaculada
Tocar-me
Ser tocada
Olhar-me mulher de desejos...
Ser olhada.
Apesar do nome,
Sexuada,
amante e amada.
Síntese
Conclusões
Conclusões
Por medo de me perder
é que você
acabou me perdendo de vez
Por construir muros
que eu escalava
a duras penas
Por colocar algemas
cujas chaves escondidas
me desafiavam a buscar
o perdido
Por me impedir
você me empurrou
caí em um precipício
que aprendi a escalar
transformei-o em um pico
a alcançar
Na subida,
Posso cair novamente
mas encontrei o caminho
Já sei sair
domingo, julho 09, 2006
Carlos Drumond de Andrade
Li e gostei
Perder, ganhar, viver
Colunas
Drummond escreveu este texto para o Jornal do Brasil logo após a eliminação da seleção brasileira diante da Itália na Copa do Mundo da Espanha, em 1982. Nada mais atual e oportuno o lirismo de nosso maior poeta para enaltecer a vida como a maior dávida do ser humano, muito além das Copas e dos grandes negócios.
03/07/2006 - Carlos Drumond de Andrade, Jornal do Brasil, 21 de junho de 1982
Vi gente chorando na rua, quando o juiz apitou o final do jogo perdido; vi homens e mulheres pisando com ódio os plásticos verde-amarelos que até minutos antes eram sagrados; vi bêbados inconsoláveis que já não sabiam por que não achavam consolo na bebida; vi rapazes e moças festejando a derrota para não deixarem de festejar qualquer coisa, pois seus corações estavam programados para a alegria; vi o técnico incansável e teimoso da Seleção xingado de bandido e queimado vivo sob a aparência de um boneco, enquanto o jogador que errara muitas vezes ao chutar em gol era declarado o último dos traidores da pátria; vi a notícia do suicida do Ceará e dos mortos do coração por motivo do fracasso esportivo; vi a dor dissolvida em uísque escocês da classe média alta e o surdo clamor de desespero dos pequeninos, pela mesma causa; vi o garotão mudar o gênero das palavras, acusando a mina de pé-fria; vi a decepção controlada do presidente, que se preparava, como torcedor número um do país, para viver o seu grande momento de euforia pessoal e nacional, depois de curtir tantas desilusões de governo; vi os candidatos do partido da situação aturdidos por um malogro que lhes roubava um trunfo poderoso para a campanha eleitoral; vi as oposições divididas, unificadas na mesma perplexidade diante da catástrofe que levará talvez o povo a se desencantar de tudo, inclusive das eleições; vi a aflição dos produtores e vendedores de bandeirinhas, flâmuIas e símbolos diversos do esperado e exigido título de campeões do mundo pela quarta vez, e já agora destinados à ironia do lixo; vi a tristeza dos varredores da limpeza pública e dos faxineiros de edifícios, removendo os destroços da esperança; vi tanta coisa, senti tanta coisa nas almas...
Chego à conclusão de que a derrota, para a qual nunca estamos preparados, de tanto não a desejarmos nem a admitirmos previamente, é afinal instrumento de renovação da vida. Tanto quanto a vitória estabelece o jogo dialético que constitui o próprio modo de estar no mundo. Se uma sucessão de derrotas é arrasadora, também a sucessão constante de vitórias traz consigo o germe de apodrecimento das vontades, a languidez dos estados pós-voluptuosos, que inutiliza o indivíduo e a comunidade atuantes. Perder implica remoção de detritos: começar de novo.
Certamente, fizemos tudo para ganhar esta caprichosa Copa do Mundo. Mas será suficiente fazer tudo, e exigir da sorte um resultado infalível? Não é mais sensato atribuir ao acaso, ao imponderável, até mesmo ao absurdo, um poder de transformação das coisas, capaz de anular os cálculos mais científicos? Se a Seleção fosse à Espanha, terra de castelos míticos, apenas para pegar o caneco e trazê-lo na mala, como propriedade exclusiva e inalienável do Brasil, que mérito haveria nisso? Na realidade, nós fomos lá pelo gosto do incerto, do difícil, da fantasia e do risco, e não para recolher um objeto roubado. A verdade é que não voltamos de mãos vazias porque não trouxemos a taça. Trouxemos alguma coisa boa e palpável, conquista do espírito de competição. Suplantamos quatro seleções igualmente ambiciosas e perdemos para a quinta. A Itália não tinha obrigação de perder para o nosso gênio futebolístico. Em peleja de igual para igual, a sorte não nos contemplou. Paciência, não vamos transformar em desastre nacional o que foi apenas uma experiência, como tantas outras, da volubilidade das coisas.
Perdendo, após o emocionalismo das lágrimas, readquirimos ou adquirimos, na maioria das cabeças, o senso da moderação, do real contraditório, mas rico de possibilidades, a verdadeira dimensão da vida. Não somos invencíveis. Também não somos uns pobres diabos que jamais atingirão a grandeza, este valor tão relativo, com tendência a evaporar-se. Eu gostaria de passar a mão na cabeça de Telê Santana e de seus jogadores, reservas e reservas de reservas, como Roberto Dinamite, o viajante não utilizado, e dizer-lhes, com esse gesto, o que em palavras seria enfático e meio bobo. Mas o gesto vale por tudo, e bem o compreendemos em sua doçura solidária. Ora, o Telê! Ora, os atletas! Ora, a sorte! A Copa do Mundo de 82 acabou para nós, mas o mundo não acabou. Nem o Brasil, com suas dores e bens. E há um lindo sol lá fora, o sol de nós todos.
E agora, amigos torcedores, que tal a gente começar a trabalhar, que o ano já está na segunda metade?
Fonte: http://www.clubedejazz.com.br/noticias/noticia.php?noticia_id=338
Perder, ganhar, viver
Colunas
Drummond escreveu este texto para o Jornal do Brasil logo após a eliminação da seleção brasileira diante da Itália na Copa do Mundo da Espanha, em 1982. Nada mais atual e oportuno o lirismo de nosso maior poeta para enaltecer a vida como a maior dávida do ser humano, muito além das Copas e dos grandes negócios.
03/07/2006 - Carlos Drumond de Andrade, Jornal do Brasil, 21 de junho de 1982
Vi gente chorando na rua, quando o juiz apitou o final do jogo perdido; vi homens e mulheres pisando com ódio os plásticos verde-amarelos que até minutos antes eram sagrados; vi bêbados inconsoláveis que já não sabiam por que não achavam consolo na bebida; vi rapazes e moças festejando a derrota para não deixarem de festejar qualquer coisa, pois seus corações estavam programados para a alegria; vi o técnico incansável e teimoso da Seleção xingado de bandido e queimado vivo sob a aparência de um boneco, enquanto o jogador que errara muitas vezes ao chutar em gol era declarado o último dos traidores da pátria; vi a notícia do suicida do Ceará e dos mortos do coração por motivo do fracasso esportivo; vi a dor dissolvida em uísque escocês da classe média alta e o surdo clamor de desespero dos pequeninos, pela mesma causa; vi o garotão mudar o gênero das palavras, acusando a mina de pé-fria; vi a decepção controlada do presidente, que se preparava, como torcedor número um do país, para viver o seu grande momento de euforia pessoal e nacional, depois de curtir tantas desilusões de governo; vi os candidatos do partido da situação aturdidos por um malogro que lhes roubava um trunfo poderoso para a campanha eleitoral; vi as oposições divididas, unificadas na mesma perplexidade diante da catástrofe que levará talvez o povo a se desencantar de tudo, inclusive das eleições; vi a aflição dos produtores e vendedores de bandeirinhas, flâmuIas e símbolos diversos do esperado e exigido título de campeões do mundo pela quarta vez, e já agora destinados à ironia do lixo; vi a tristeza dos varredores da limpeza pública e dos faxineiros de edifícios, removendo os destroços da esperança; vi tanta coisa, senti tanta coisa nas almas...
Chego à conclusão de que a derrota, para a qual nunca estamos preparados, de tanto não a desejarmos nem a admitirmos previamente, é afinal instrumento de renovação da vida. Tanto quanto a vitória estabelece o jogo dialético que constitui o próprio modo de estar no mundo. Se uma sucessão de derrotas é arrasadora, também a sucessão constante de vitórias traz consigo o germe de apodrecimento das vontades, a languidez dos estados pós-voluptuosos, que inutiliza o indivíduo e a comunidade atuantes. Perder implica remoção de detritos: começar de novo.
Certamente, fizemos tudo para ganhar esta caprichosa Copa do Mundo. Mas será suficiente fazer tudo, e exigir da sorte um resultado infalível? Não é mais sensato atribuir ao acaso, ao imponderável, até mesmo ao absurdo, um poder de transformação das coisas, capaz de anular os cálculos mais científicos? Se a Seleção fosse à Espanha, terra de castelos míticos, apenas para pegar o caneco e trazê-lo na mala, como propriedade exclusiva e inalienável do Brasil, que mérito haveria nisso? Na realidade, nós fomos lá pelo gosto do incerto, do difícil, da fantasia e do risco, e não para recolher um objeto roubado. A verdade é que não voltamos de mãos vazias porque não trouxemos a taça. Trouxemos alguma coisa boa e palpável, conquista do espírito de competição. Suplantamos quatro seleções igualmente ambiciosas e perdemos para a quinta. A Itália não tinha obrigação de perder para o nosso gênio futebolístico. Em peleja de igual para igual, a sorte não nos contemplou. Paciência, não vamos transformar em desastre nacional o que foi apenas uma experiência, como tantas outras, da volubilidade das coisas.
Perdendo, após o emocionalismo das lágrimas, readquirimos ou adquirimos, na maioria das cabeças, o senso da moderação, do real contraditório, mas rico de possibilidades, a verdadeira dimensão da vida. Não somos invencíveis. Também não somos uns pobres diabos que jamais atingirão a grandeza, este valor tão relativo, com tendência a evaporar-se. Eu gostaria de passar a mão na cabeça de Telê Santana e de seus jogadores, reservas e reservas de reservas, como Roberto Dinamite, o viajante não utilizado, e dizer-lhes, com esse gesto, o que em palavras seria enfático e meio bobo. Mas o gesto vale por tudo, e bem o compreendemos em sua doçura solidária. Ora, o Telê! Ora, os atletas! Ora, a sorte! A Copa do Mundo de 82 acabou para nós, mas o mundo não acabou. Nem o Brasil, com suas dores e bens. E há um lindo sol lá fora, o sol de nós todos.
E agora, amigos torcedores, que tal a gente começar a trabalhar, que o ano já está na segunda metade?
Fonte: http://www.clubedejazz.com.br/noticias/noticia.php?noticia_id=338
terça-feira, junho 27, 2006
de Rosângela B. Gontijo
A FAZENDA
EU TENHO UMA CASA NO CAMPO.
EU QUERIA VIVER LÁ.
A COZINHA ENSOLARADA,CLARA,
CHEIRANDO A COMIDA NO AR.
A REDE NA VARANDA,
PRA DESCANSAR.
O VERDE DA RELVA,
OS PÁSSAROS A CANTAR.
MÚSICA, RISOS
A CONVERSA AO PÉ DO OUVIDO,
O PÔR-DO-SOL VERMELHO
O FOGO A CREPITAR.
O CÉU AZUL É NOSSO
O SOL MORNO AQUECE,
O CORPO E A ALMA.
É LÁ QUE EU QUERIA ESTAR!
NA CASA EU QUERO BRINCAR.
E QUANDO A NOITE CHEGA,
O FOGO DANÇA NA CHURRASQUEIRA.
E A GENTE VAI DANÇAR.
O CÓRREGO CANTA
DEBAIXO DA JANELA
E, COMO SERENATA
ME FAZ ACORDAR.
LONGE, O MUGIDO DE UMA VACA
O CORPO CANSADO
PESADO DE COBERTAS
O VENTO SOPRA
SOBRE NOSSAS CABEÇAS,
O CORAÇÃO ESTÁ EM PAZ.
A ALMA ESTÁ LEVE
E EU ESTOU FELIZ!
DE DIA A MENINA BRINCA
À NOITE A MULHER SONHA
E...NÃO QUER ACORDAR!
Rosângela B.G.
EU TENHO UMA CASA NO CAMPO.
EU QUERIA VIVER LÁ.
A COZINHA ENSOLARADA,CLARA,
CHEIRANDO A COMIDA NO AR.
A REDE NA VARANDA,
PRA DESCANSAR.
O VERDE DA RELVA,
OS PÁSSAROS A CANTAR.
MÚSICA, RISOS
A CONVERSA AO PÉ DO OUVIDO,
O PÔR-DO-SOL VERMELHO
O FOGO A CREPITAR.
O CÉU AZUL É NOSSO
O SOL MORNO AQUECE,
O CORPO E A ALMA.
É LÁ QUE EU QUERIA ESTAR!
NA CASA EU QUERO BRINCAR.
E QUANDO A NOITE CHEGA,
O FOGO DANÇA NA CHURRASQUEIRA.
E A GENTE VAI DANÇAR.
O CÓRREGO CANTA
DEBAIXO DA JANELA
E, COMO SERENATA
ME FAZ ACORDAR.
LONGE, O MUGIDO DE UMA VACA
O CORPO CANSADO
PESADO DE COBERTAS
O VENTO SOPRA
SOBRE NOSSAS CABEÇAS,
O CORAÇÃO ESTÁ EM PAZ.
A ALMA ESTÁ LEVE
E EU ESTOU FELIZ!
DE DIA A MENINA BRINCA
À NOITE A MULHER SONHA
E...NÃO QUER ACORDAR!
Rosângela B.G.
quinta-feira, junho 22, 2006
Rouxinol
Rouxinol
Seu trinado
atravessa as matas
como um tornado
rompe o silêncio
escala escarpas
penetra a folhagem
percorre os espaços
propaga-se no ar
é o rouxinol
pequeno pássaro
do Rio Negro
na Europa e na Ásia
habita também
seu canto potente
ondas sonoras
harmoniosas
emudecem
os demais sons
da natureza
é o rouxinol
pequeno pássaro
seu belo canto
quem ouve se encanta
MariaAngélica/Bilá04/06/2006
Seu trinado
atravessa as matas
como um tornado
rompe o silêncio
escala escarpas
penetra a folhagem
percorre os espaços
propaga-se no ar
é o rouxinol
pequeno pássaro
do Rio Negro
na Europa e na Ásia
habita também
seu canto potente
ondas sonoras
harmoniosas
emudecem
os demais sons
da natureza
é o rouxinol
pequeno pássaro
seu belo canto
quem ouve se encanta
MariaAngélica/Bilá04/06/2006
Lado a lado
Lado a lado
O que me vai n’alma
ante um novo amor
são perguntas mil
sem respostas buscar
Vivo a expectativa
de um sentimento
amadurecendo
um amor sensato
diálogos sem aparatos
sinceras sugestões
O que me vai n’alma
é um crescente de ser
parceira outra vez
com as experiências
ensinando
a não sermos um
mas dois lado a lado
de mãos dadas
enfrentando, indo fundo
vivendo no mundo
a vida que aparece
O que me vai na alma
é um amor comedido
mas cheio de sentido
que me acalma
Para Otaviano
Maio/2006
O que me vai n’alma
ante um novo amor
são perguntas mil
sem respostas buscar
Vivo a expectativa
de um sentimento
amadurecendo
um amor sensato
diálogos sem aparatos
sinceras sugestões
O que me vai n’alma
é um crescente de ser
parceira outra vez
com as experiências
ensinando
a não sermos um
mas dois lado a lado
de mãos dadas
enfrentando, indo fundo
vivendo no mundo
a vida que aparece
O que me vai na alma
é um amor comedido
mas cheio de sentido
que me acalma
Para Otaviano
Maio/2006
quarta-feira, junho 14, 2006
de Jenario de Fatima
Dias de jogos do Brasil
Jenario De Fátima
Como é bom ver o mundo
curvado aos nossos pés
nós, os subdesenvolvidos
nós do terceiro mundo
nós, abaixo da linha do Equador
E o futebol, que coisa linda,
não exige beleza física,
não exige ser "bem nascido"
não exige "berço de ouro"
Exige sim, Dom...
e nossos Jogadores
agora ricos...muito ricos
Mas suas riquezas
feitas de arte e seu suor
Como é bom
ver os dentes salientes
de Ronaldinho Gaúcho
Não teve dinheiro
pra corrigí-los
quando criança, jovem
e agora os exibe
pro mundo inteiro
Como é bom ver
o bóia-fria Roberto Carlos
O outro suburbano Ronaldo
(Fenômeno segundo os Italianos)
E Cafú e Dida
e mesmo Kacá(classe média)
Errado dizer que os Ingleses
inventaram o Futebol
Eles tinham a teoria
Futebol quem inventou
fomos nós.
Jenario escreve belos sonetos que vale a pena conferir.
Jenario De Fátima
Como é bom ver o mundo
curvado aos nossos pés
nós, os subdesenvolvidos
nós do terceiro mundo
nós, abaixo da linha do Equador
E o futebol, que coisa linda,
não exige beleza física,
não exige ser "bem nascido"
não exige "berço de ouro"
Exige sim, Dom...
e nossos Jogadores
agora ricos...muito ricos
Mas suas riquezas
feitas de arte e seu suor
Como é bom
ver os dentes salientes
de Ronaldinho Gaúcho
Não teve dinheiro
pra corrigí-los
quando criança, jovem
e agora os exibe
pro mundo inteiro
Como é bom ver
o bóia-fria Roberto Carlos
O outro suburbano Ronaldo
(Fenômeno segundo os Italianos)
E Cafú e Dida
e mesmo Kacá(classe média)
Errado dizer que os Ingleses
inventaram o Futebol
Eles tinham a teoria
Futebol quem inventou
fomos nós.
Jenario escreve belos sonetos que vale a pena conferir.
Brasilidade
Brasilidade
em dias de copa
o que me vem à mente
é um desejo
de que esse clima perdure
que as bandeiras tremulem
em todos os anos e dias
que nossos jogadores
sejam um grande exemplo
de trabalho, grupo unido
investimento, humildade
que os adversários
se mantenham unidos
num só objetivo
que o bem do país
seja a finalidade
e que o país seja o povo
que se busque igualdade
paz e fraternidade
MariaAngélica/Bilá
em dias de copa
o que me vem à mente
é um desejo
de que esse clima perdure
que as bandeiras tremulem
em todos os anos e dias
que nossos jogadores
sejam um grande exemplo
de trabalho, grupo unido
investimento, humildade
que os adversários
se mantenham unidos
num só objetivo
que o bem do país
seja a finalidade
e que o país seja o povo
que se busque igualdade
paz e fraternidade
MariaAngélica/Bilá
Torcer pelo Brasil
Hoje quero
torcer pelo Brasil
Não pelo Brasil do futebol
quero torcer
pelo Brasil do povo brasileiro
pela honestidade
dos políticos
pela consciência dos eleitores
Hoje quero
torcer pelo Brasil
pelo emprego dos adultos
pelo estudo dos jovens
pela saúde das crianças e dos idosos
pelo verde-amarelo em todas as ocasiões
Hoje quero
torcer pelo Brasil
o Brasil que habita as favelas
que encontre dignidade nelas
o Brasil que habita os campos
que produza alimento
o Brasil que vive no urbano
que ali haja paz, convivência
menos poder
mais solidariedade
vivência em liberdade
liberdade que é
a paz tranquila
MariaAngélica/Bilá
torcer pelo Brasil
Não pelo Brasil do futebol
quero torcer
pelo Brasil do povo brasileiro
pela honestidade
dos políticos
pela consciência dos eleitores
Hoje quero
torcer pelo Brasil
pelo emprego dos adultos
pelo estudo dos jovens
pela saúde das crianças e dos idosos
pelo verde-amarelo em todas as ocasiões
Hoje quero
torcer pelo Brasil
o Brasil que habita as favelas
que encontre dignidade nelas
o Brasil que habita os campos
que produza alimento
o Brasil que vive no urbano
que ali haja paz, convivência
menos poder
mais solidariedade
vivência em liberdade
liberdade que é
a paz tranquila
MariaAngélica/Bilá
terça-feira, junho 06, 2006
Traição
Traição
A tua traição
foi levar o meu sol
a tua utopia
foi tentar seguir só
a tua promessa
se perdeu nas esquinas
deixas frestas
fumaça
ausência
Busco outro destino
Maria Angélica/Bilá - Jun 2006
A tua traição
foi levar o meu sol
a tua utopia
foi tentar seguir só
a tua promessa
se perdeu nas esquinas
deixas frestas
fumaça
ausência
Busco outro destino
Maria Angélica/Bilá - Jun 2006
sexta-feira, maio 19, 2006
de Sirlei Passolongo
Se eu pudesse...
Ser vento
Tocar sua pele
Ser água
Molhar seu corpo
Ser perfume
Para lhe fazer companhia
Ser seu travesseiro
Saber dos seus segredos
Ser sua caneta
Ter-lhe entre os dedos
Ser a música
Embalar você.
Ser riso
E viver em seus lábios.
(Sirlei L. Passolongo)
Ser vento
Tocar sua pele
Ser água
Molhar seu corpo
Ser perfume
Para lhe fazer companhia
Ser seu travesseiro
Saber dos seus segredos
Ser sua caneta
Ter-lhe entre os dedos
Ser a música
Embalar você.
Ser riso
E viver em seus lábios.
(Sirlei L. Passolongo)
quinta-feira, maio 18, 2006
de Isiara Caruso
Ampolleta
Los días pueden seguir naciendo,
las noches los siguen en muerte.
La muerte de las horas llenas,
siguen el compás del tiempo,
cortado en rebanadas,
por el reloj atento
a los segundos,
a los minutos
a las horas
a los días
y
así siguen
los hombres,
atentos al reloj,
que le separa en dos,
en tres, o en muchos más,
para nacer en cada aurora,
para morirse en fin a cada instante,
grano por grano con la arena que cae
lentamente llenando el tiempo que se agrieta.
Isiara Mieres Caruso
de Caetano Veloso
Cajuína
Caetano Veloso
Existirmos: a que será que se destina?
Pois quando tu me deste a rosa pequenina
Vi que és um homem lindo e que se acaso a sina
Do menino infeliz não se nos ilumina
Tampouco turva-se a lágrima nordestina
Apenas a matéria vida era tão fina
E éramos olharmo-nos intacta retina
A cajuína cristalina em Teresina
Caetano Veloso
Existirmos: a que será que se destina?
Pois quando tu me deste a rosa pequenina
Vi que és um homem lindo e que se acaso a sina
Do menino infeliz não se nos ilumina
Tampouco turva-se a lágrima nordestina
Apenas a matéria vida era tão fina
E éramos olharmo-nos intacta retina
A cajuína cristalina em Teresina
de Sônia Prazeres
canto,voz,silêncio
Um tremor corre pelas ruas
Avenidas inseguras
Ruas destruídas
Um canto de pavor ecoa.
A violência ergue a voz
E o inocente se atordoa;
Sente o peso do cansaço
A cada dia que corre
Preferiria o silêncio
A esta triste toada
De um poder que mente.
Como saber de proteção
Quem não garante alimento
Saúde e educação?
A autoridade repousa no amor e na razão!
Jorram promessas ao vento,
Acumula-se sofrimento e desesperança
A pátria amada de braços estendidos
Pede colo, ...olhar aflito de criança.
Sônia Prazeres
Um tremor corre pelas ruas
Avenidas inseguras
Ruas destruídas
Um canto de pavor ecoa.
A violência ergue a voz
E o inocente se atordoa;
Sente o peso do cansaço
A cada dia que corre
Preferiria o silêncio
A esta triste toada
De um poder que mente.
Como saber de proteção
Quem não garante alimento
Saúde e educação?
A autoridade repousa no amor e na razão!
Jorram promessas ao vento,
Acumula-se sofrimento e desesperança
A pátria amada de braços estendidos
Pede colo, ...olhar aflito de criança.
Sônia Prazeres
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