E agora, o poema da revelação de que a Ge saiu comigo no amigo oculto. Lindo!
Simplesmente Maria Angelical
Chegastes como um presente que surpreende.
Sua sensibilidade faz um passeio por todos
Os elementos que compõe a energia da
Nossa natureza... O ar, a água o fogo e a terra...
Há em você uma multiplicidade
De seres... A energia transmuta entre si
Em uma sutiliza de um tênue fio condutor
Da luz que emana de sua aura...
A simplicidade invade suas entranhas
Ao deliciar-se com os cantos dos pardais
No frescor das tardes das bucólicas cidades
Das Minas Gerais.
Inspira –se em emoções! Seu olhar vagueia
Em sonhos e busca seu tempo ainda menina...
Numa dicotomia de valores intrínsecos a alma...
A simplicidade à sabedoria desafia a Deusa Atena
És forte e traz em seu peito a força da terra...
És luz que ilumina com as energias que cortam
O ar em raios e trovões os céus em noites
De chuva... Chora a terra em alegria por existires...
És a mãe, o útero sagrado em suas composições.
Poéticas...Embala em seus sonhos os sonhos
Dos filhos seus...Acaricia com a ternura do olhar
Do afago os grandes amores gerados pelas emoções.
És a água cristalina que brota num pequenino
Olho d’água... Que brota da terra fértil...
Tua luz alastra pela vida como as labaredas
De fogo lambendo o inútil e fazendo renascer vida.
És simplesmente Maria... Angelical!
Ge Fazio
domingo, dezembro 17, 2006
Amiga Secreta
Esse poema ganhei da Ge Fazio quando ainda era amiga oculta, nem tão oculta assim!
Muito obrigada à Ge por todo o carinho com que para mim.
Amiga(o) Secreta(o)
Amiga menina, amigo menino.
Nem sei... És corpo de princesa
Porte de rainha e a força
De um grande rei.
Assim me pareces!
És a majestade de teu ninho...
Hoje teu Reino...
Que belo rosto nos apresenta
teu álbum de fotos
E de lembranças...
Dizem que tu és tão doce
Quanto os potes cheios de mel.
De brincadeiras...
Faz-te Criança
Brinca, corre trazendo brilho
por ande passas...
Dorme o sono mais profundo
e abre os olhos...
E já está
Entre os melados e as rapaduras
da antiga roça...
Ah! Que saudade
que também tenho do tão
Famoso capim gordura
da minha infância igual aTua...
Tão natural em nossa terra...
Lembra de teu tempo criança?
Ah! Amiga, amiga não estás mais tão oculto!
Faz parte de minha terra querida...
Meu berço que vejo asVez oculta...
Morro de amores por todo o povo
Da linda região sul
e amo demais a turma do nordeste
Posso andar pelo norte
E jamais abandono
o Meu querido Sudeste!
Amiga menina, amigo menino.
Nem sei... És corpo de princesa
Porte de rainha
e a força de um grande rei.
Assim me pareces!
Ge Fazio
Muito obrigada à Ge por todo o carinho com que para mim.
Amiga(o) Secreta(o)
Amiga menina, amigo menino.
Nem sei... És corpo de princesa
Porte de rainha e a força
De um grande rei.
Assim me pareces!
És a majestade de teu ninho...
Hoje teu Reino...
Que belo rosto nos apresenta
teu álbum de fotos
E de lembranças...
Dizem que tu és tão doce
Quanto os potes cheios de mel.
De brincadeiras...
Faz-te Criança
Brinca, corre trazendo brilho
por ande passas...
Dorme o sono mais profundo
e abre os olhos...
E já está
Entre os melados e as rapaduras
da antiga roça...
Ah! Que saudade
que também tenho do tão
Famoso capim gordura
da minha infância igual aTua...
Tão natural em nossa terra...
Lembra de teu tempo criança?
Ah! Amiga, amiga não estás mais tão oculto!
Faz parte de minha terra querida...
Meu berço que vejo asVez oculta...
Morro de amores por todo o povo
Da linda região sul
e amo demais a turma do nordeste
Posso andar pelo norte
E jamais abandono
o Meu querido Sudeste!
Amiga menina, amigo menino.
Nem sei... És corpo de princesa
Porte de rainha
e a força de um grande rei.
Assim me pareces!
Ge Fazio
quarta-feira, novembro 22, 2006
Adorno
Adorno
adorna meu leito
lembranças
acalento no peito
um colar de corais
colhidos na infância
som das ondas
entre os dedos
recreio
mãos em concha
aconchegando instâncias
virgínia f. além mar 21/11/2006
agradecida à Poeta Maria Angélica
por mais este despertar !
adorna meu leito
lembranças
acalento no peito
um colar de corais
colhidos na infância
som das ondas
entre os dedos
recreio
mãos em concha
aconchegando instâncias
virgínia f. além mar 21/11/2006
agradecida à Poeta Maria Angélica
por mais este despertar !
terça-feira, novembro 21, 2006
Convite
quarta-feira, outubro 25, 2006
Corais
Corais
Corais colhidos na areia
partidos pelo mar deixados
corais que a população nem nota
alheia a como são lindos
à beira da praia caídos
corais que a menina pega
empilha, forma castelos
e sonha reis e rainhas
dragões e príncipe belos
Não sei qual mais singelo
a cor no corado da menina
ou o coral que o mar traz pra ela
Corais colhidos na areia
partidos pelo mar deixados
corais que a população nem nota
alheia a como são lindos
à beira da praia caídos
corais que a menina pega
empilha, forma castelos
e sonha reis e rainhas
dragões e príncipe belos
Não sei qual mais singelo
a cor no corado da menina
ou o coral que o mar traz pra ela
quarta-feira, setembro 27, 2006
Indignação
Indignação
trabalhadores brasileiros
exaustos adoecem e têm
queda de produtividade
temos a pior
câmara legisladora
de todos os tempos
a violência comandada
de dentro dos presídios
oprime a sociedade toda
a novidade
fica sempre mais importante
que a maturidade
a poluição destrói
os rios secam
as matas caem
mas os gritos dos ecologistas
não ecoam nos lares
nosso povo se embriaga
na multiplicação dos bares
crianças e jovens
que se atrevem a gritar
contra um sistema que oprime
dá privilégio a informações
deixa tempo mínimo às ações
estão sendo medicadas
pra diminuir a atividade
estou tendo indigestão
de tanta notícia ruim
de tanta informação atravessada
que não escolhi alimentar
me sinto indignada!
trabalhadores brasileiros
exaustos adoecem e têm
queda de produtividade
temos a pior
câmara legisladora
de todos os tempos
a violência comandada
de dentro dos presídios
oprime a sociedade toda
a novidade
fica sempre mais importante
que a maturidade
a poluição destrói
os rios secam
as matas caem
mas os gritos dos ecologistas
não ecoam nos lares
nosso povo se embriaga
na multiplicação dos bares
crianças e jovens
que se atrevem a gritar
contra um sistema que oprime
dá privilégio a informações
deixa tempo mínimo às ações
estão sendo medicadas
pra diminuir a atividade
estou tendo indigestão
de tanta notícia ruim
de tanta informação atravessada
que não escolhi alimentar
me sinto indignada!
Inversões
Inversões
De tanto ver
a morte estampada na TV,
ela não me surpreende mais
De tanto ouvir
sobre a violência dos marginais,
o cidadão se prender
se tornou regra geral
De tanto presenciar
a bebida dominar a mente,
o estranho é a sobriedade
De tanto ler
sobre a violência
em manchetes garrafais,
ser pacífico ou pacificador
é que se tornou marginal
De tanto ver o amor banalizado,
o que passou a importar aos casais
é o encontro na relação sexual
a corrupção se tornou banal,
a religião saiu das relações,
entrou em templos como espetáculo
ser político é buscar bem material
Essa medéia com seus tentáculo
invade o privado e o social
Nadando contra essa corrente
pareço ser incoerente
O que deveria ser coletivo
passa a opinião individual
Com tanta tecnologia,
viver na simplicidade
já não é natural
De tanto ver
a morte estampada na TV,
ela não me surpreende mais
De tanto ouvir
sobre a violência dos marginais,
o cidadão se prender
se tornou regra geral
De tanto presenciar
a bebida dominar a mente,
o estranho é a sobriedade
De tanto ler
sobre a violência
em manchetes garrafais,
ser pacífico ou pacificador
é que se tornou marginal
De tanto ver o amor banalizado,
o que passou a importar aos casais
é o encontro na relação sexual
a corrupção se tornou banal,
a religião saiu das relações,
entrou em templos como espetáculo
ser político é buscar bem material
Essa medéia com seus tentáculo
invade o privado e o social
Nadando contra essa corrente
pareço ser incoerente
O que deveria ser coletivo
passa a opinião individual
Com tanta tecnologia,
viver na simplicidade
já não é natural
segunda-feira, setembro 18, 2006
Antologias
terça-feira, setembro 05, 2006
Insônia
Insônia
Meu corpo rola na cama
e minha mente viaja
a lugares distantes
Encontro pessoas
Crio cenas mirabolantes
Meu corpo rola na cama
e minha mente remoça
volta no tempo, encontra
vê de novo fatos vividos
gente não mais conhecidas
deixadas e perdidas atrás
Meu corpo rola na cama
e minha mente antecipa
encontros, espaços, tempo
crio as falas diálogos
fico dona de mentes alheias
falo comigo o tempo inteiro
Meu corpo rola na cama
e minha mente viaja
a lugares distantes
Encontro pessoas
Crio cenas mirabolantes
Meu corpo rola na cama
e minha mente remoça
volta no tempo, encontra
vê de novo fatos vividos
gente não mais conhecidas
deixadas e perdidas atrás
Meu corpo rola na cama
e minha mente antecipa
encontros, espaços, tempo
crio as falas diálogos
fico dona de mentes alheias
falo comigo o tempo inteiro
Insônia II
Insônia II
Quando acordo
nas madrugadas
o pensamento vai longe
resolvo velhos problemas
às vezes invento novos
Quando acordo
nas madrugadas
o pensamento vai longe
resolvo velhos problemas
às vezes invento novos
Antologia do Congresso
sexta-feira, agosto 25, 2006
Leveza
Missão
Homenagem ao Ludiro, escrita pela poetisa Benvinda Palma
Missão
Entre bombas e ogivas,
canhões, trincheiras,
Corpo cansado, à deriva,
Sob o Sol, chuva, sereno,
Suor, sangue, solidão,
Que a vida não é brincadeira!
Assim caminhava aquele soldado,
Deixando seus sonhos de lado,
Deixando planos engavetados,
Deixando seu amor, o aconchego do lar,
Deixando o lazer, a alegria,
Tendo apenas como companhia,
A nefasta missão de defender a pátria idolatrada!
Benvinda Palma
terça-feira, agosto 08, 2006
muro
muro
não lembro ao certo
quando o muro foi erguido
foi surgindo aos poucos,
uma palavra áspera aqui,
um descaso acolá
e quando percebemos,
estava pronto
e desde então,
tem nos dividido ao meio
Ademir Antonio Bacca, do livro "Plano de Vôo"
não lembro ao certo
quando o muro foi erguido
foi surgindo aos poucos,
uma palavra áspera aqui,
um descaso acolá
e quando percebemos,
estava pronto
e desde então,
tem nos dividido ao meio
Ademir Antonio Bacca, do livro "Plano de Vôo"
Tentativa de Suicídio
Imagem fantástica nesse haicai escolhido dentre outros de Leila Míccolis!
Tentativa de Suicídio
Foi ao toalete,
e cortou os sonhos
a gilete.
Tentativa de Suicídio
Foi ao toalete,
e cortou os sonhos
a gilete.
a Blocos online
Uma homenagem a Blocos online:
Com blocos de concreto: prédios,
com Blocos de emoção: prosa e versos online
Com blocos de concreto: prédios,
com Blocos de emoção: prosa e versos online
segunda-feira, agosto 07, 2006
Poema da Benvinda
Se todo rabisco fosse assim, uma obra prima...
Este é da Benvinda Palma.
Leiam e vejam como tenho razão!
Espinhos
Nasceu uma linda Rosa em meu jardim.
Rara, de um perfume excitante!
Que me deixava embriagada e
O meu desejo despertava a todo instante!
Cuidei dela com todo carinho,
Dispensei a ela todo meu amor!
Mas ela também tinha espinhos!
Benvinda Palma
Este é da Benvinda Palma.
Leiam e vejam como tenho razão!
Espinhos
Nasceu uma linda Rosa em meu jardim.
Rara, de um perfume excitante!
Que me deixava embriagada e
O meu desejo despertava a todo instante!
Cuidei dela com todo carinho,
Dispensei a ela todo meu amor!
Mas ela também tinha espinhos!
Benvinda Palma
quinta-feira, agosto 03, 2006
Desvelo
se me escondo em máscaras
revelo o disfarce
se oculto as raivas
revelo o medo
se desconheço as mudanças
revelo a permanência
em tudo que escondo
há desvelar de sentimentos
revelo o disfarce
se oculto as raivas
revelo o medo
se desconheço as mudanças
revelo a permanência
em tudo que escondo
há desvelar de sentimentos
segunda-feira, julho 31, 2006
Permanência
Permanência
que queres cancelar?
o encontro com o amor;
a viagem do amanhã;
o compromisso consigo?
o que queres visualizar?
a mesma estrada trilhada;
o mesmo ar que te envolve;
os mesmos seres que éramos?
não há como submeter
o mundo ao desejo teu
o tempo ainda segue
há vida pra se viver
o futuro se anuncia
não negue o movimento
que queres cancelar?
o encontro com o amor;
a viagem do amanhã;
o compromisso consigo?
o que queres visualizar?
a mesma estrada trilhada;
o mesmo ar que te envolve;
os mesmos seres que éramos?
não há como submeter
o mundo ao desejo teu
o tempo ainda segue
há vida pra se viver
o futuro se anuncia
não negue o movimento
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