domingo, dezembro 17, 2006

Simplesmente Maria Angelical

E agora, o poema da revelação de que a Ge saiu comigo no amigo oculto. Lindo!



Simplesmente Maria Angelical

Chegastes como um presente que surpreende.
Sua sensibilidade faz um passeio por todos
Os elementos que compõe a energia da
Nossa natureza... O ar, a água o fogo e a terra...

Há em você uma multiplicidade
De seres... A energia transmuta entre si
Em uma sutiliza de um tênue fio condutor
Da luz que emana de sua aura...

A simplicidade invade suas entranhas
Ao deliciar-se com os cantos dos pardais
No frescor das tardes das bucólicas cidades
Das Minas Gerais.

Inspira –se em emoções! Seu olhar vagueia
Em sonhos e busca seu tempo ainda menina...
Numa dicotomia de valores intrínsecos a alma...
A simplicidade à sabedoria desafia a Deusa Atena

És forte e traz em seu peito a força da terra...
És luz que ilumina com as energias que cortam
O ar em raios e trovões os céus em noites
De chuva... Chora a terra em alegria por existires...

És a mãe, o útero sagrado em suas composições.
Poéticas...Embala em seus sonhos os sonhos
Dos filhos seus...Acaricia com a ternura do olhar
Do afago os grandes amores gerados pelas emoções.

És a água cristalina que brota num pequenino
Olho d’água... Que brota da terra fértil...
Tua luz alastra pela vida como as labaredas
De fogo lambendo o inútil e fazendo renascer vida.

És simplesmente Maria... Angelical!
Ge Fazio

Amiga Secreta

Esse poema ganhei da Ge Fazio quando ainda era amiga oculta, nem tão oculta assim!
Muito obrigada à Ge por todo o carinho com que para mim.

Amiga(o) Secreta(o)

Amiga menina, amigo menino.
Nem sei... És corpo de princesa
Porte de rainha e a força
De um grande rei.
Assim me pareces!
És a majestade de teu ninho...
Hoje teu Reino...
Que belo rosto nos apresenta
teu álbum de fotos
E de lembranças...
Dizem que tu és tão doce
Quanto os potes cheios de mel.
De brincadeiras...
Faz-te Criança
Brinca, corre trazendo brilho
por ande passas...
Dorme o sono mais profundo
e abre os olhos...
E já está
Entre os melados e as rapaduras
da antiga roça...
Ah! Que saudade
que também tenho do tão
Famoso capim gordura
da minha infância igual aTua...
Tão natural em nossa terra...
Lembra de teu tempo criança?
Ah! Amiga, amiga não estás mais tão oculto!
Faz parte de minha terra querida...
Meu berço que vejo asVez oculta...
Morro de amores por todo o povo
Da linda região sul
e amo demais a turma do nordeste
Posso andar pelo norte
E jamais abandono
o Meu querido Sudeste!
Amiga menina, amigo menino.
Nem sei... És corpo de princesa
Porte de rainha
e a força de um grande rei.
Assim me pareces!
Ge Fazio

quarta-feira, novembro 22, 2006

Adorno

Adorno

adorna meu leito

lembranças
acalento no peito
um colar de corais
colhidos na infância

som das ondas
entre os dedos
recreio
mãos em concha
aconchegando instâncias

virgínia f. além mar 21/11/2006
agradecida à Poeta Maria Angélica
por mais este despertar !

terça-feira, novembro 21, 2006

Convite


Convite para Sarau de Poemas
e Lançamento das Antologias
do XIV Congresso Brasileiro de Poesia
em Belo Horizonte;

quarta-feira, outubro 25, 2006

Corais

Corais

Corais colhidos na areia
partidos pelo mar deixados
corais que a população nem nota
alheia a como são lindos
à beira da praia caídos

corais que a menina pega
empilha, forma castelos
e sonha reis e rainhas
dragões e príncipe belos

Não sei qual mais singelo
a cor no corado da menina
ou o coral que o mar traz pra ela

quarta-feira, setembro 27, 2006

Indignação

Indignação

trabalhadores brasileiros
exaustos adoecem e têm
queda de produtividade

temos a pior
câmara legisladora
de todos os tempos

a violência comandada
de dentro dos presídios
oprime a sociedade toda

a novidade
fica sempre mais importante
que a maturidade

a poluição destrói
os rios secam
as matas caem
mas os gritos dos ecologistas
não ecoam nos lares

nosso povo se embriaga
na multiplicação dos bares

crianças e jovens
que se atrevem a gritar
contra um sistema que oprime
dá privilégio a informações
deixa tempo mínimo às ações
estão sendo medicadas
pra diminuir a atividade

estou tendo indigestão
de tanta notícia ruim
de tanta informação atravessada
que não escolhi alimentar
me sinto indignada!

Inversões

Inversões

De tanto ver
a morte estampada na TV,
ela não me surpreende mais

De tanto ouvir
sobre a violência dos marginais,
o cidadão se prender
se tornou regra geral

De tanto presenciar
a bebida dominar a mente,
o estranho é a sobriedade

De tanto ler
sobre a violência
em manchetes garrafais,
ser pacífico ou pacificador
é que se tornou marginal

De tanto ver o amor banalizado,
o que passou a importar aos casais
é o encontro na relação sexual

a corrupção se tornou banal,
a religião saiu das relações,
entrou em templos como espetáculo
ser político é buscar bem material

Essa medéia com seus tentáculo
invade o privado e o social

Nadando contra essa corrente
pareço ser incoerente
O que deveria ser coletivo
passa a opinião individual
Com tanta tecnologia,
viver na simplicidade
já não é natural

segunda-feira, setembro 18, 2006

Antologias



Capas das Antologias do Café Filosófico das Quatro, cujo lançamento aconteceu durante o XIV Congresso Brasileiro de Poesias, em Bento Gonçalves.

terça-feira, setembro 05, 2006

Insônia

Insônia

Meu corpo rola na cama
e minha mente viaja
a lugares distantes
Encontro pessoas
Crio cenas mirabolantes

Meu corpo rola na cama
e minha mente remoça
volta no tempo, encontra
vê de novo fatos vividos
gente não mais conhecidas
deixadas e perdidas atrás

Meu corpo rola na cama
e minha mente antecipa
encontros, espaços, tempo
crio as falas diálogos
fico dona de mentes alheias
falo comigo o tempo inteiro

Insônia II

Insônia II

Quando acordo
nas madrugadas
o pensamento vai longe
resolvo velhos problemas
às vezes invento novos

Antologia do Congresso

Capa do volume 4 da antologia do XIV Congresso Brasileiro de Poesia, do qual estou participando
Lançamento na noite do dia 5 de outubro, na cidade de Bento Gonçalves, RS.


sexta-feira, agosto 25, 2006

Leveza


Leveza

Meus passos seguem
leves feito poeira

Minha mente segue
leve feito brisa

Meu coração bate
leve como algodão

Deixei os pesos da vida
na estrada já percorrida

O tempo me deu este momento
Posso caminhar sem julgamento

Missão


Homenagem ao Ludiro, escrita pela poetisa Benvinda Palma

Missão

Entre bombas e ogivas,
canhões, trincheiras,
Corpo cansado, à deriva,
Sob o Sol, chuva, sereno,
Suor, sangue, solidão,
Que a vida não é brincadeira!
Assim caminhava aquele soldado,
Deixando seus sonhos de lado,
Deixando planos engavetados,
Deixando seu amor, o aconchego do lar,
Deixando o lazer, a alegria,
Tendo apenas como companhia,
A nefasta missão de defender a pátria idolatrada!
Benvinda Palma

terça-feira, agosto 08, 2006

muro

muro

não lembro ao certo
quando o muro foi erguido

foi surgindo aos poucos,
uma palavra áspera aqui,
um descaso acolá
e quando percebemos,
estava pronto

e desde então,
tem nos dividido ao meio


Ademir Antonio Bacca, do livro "Plano de Vôo"

Tentativa de Suicídio

Imagem fantástica nesse haicai escolhido dentre outros de Leila Míccolis!

Tentativa de Suicídio

Foi ao toalete,
e cortou os sonhos
a gilete.

a Blocos online

Uma homenagem a Blocos online:

Com blocos de concreto: prédios,
com Blocos de emoção: prosa e versos online

segunda-feira, agosto 07, 2006

Retratos



Retratos

Minha história
gravada nas figuras
Meu passado
presente nas molduras

Poema da Benvinda

Se todo rabisco fosse assim, uma obra prima...
Este é da Benvinda Palma.
Leiam e vejam como tenho razão!

Espinhos

Nasceu uma linda Rosa em meu jardim.
Rara, de um perfume excitante!
Que me deixava embriagada e
O meu desejo despertava a todo instante!
Cuidei dela com todo carinho,
Dispensei a ela todo meu amor!
Mas ela também tinha espinhos!

Benvinda Palma

quinta-feira, agosto 03, 2006

Desvelo

se me escondo em máscaras
revelo o disfarce

se oculto as raivas
revelo o medo

se desconheço as mudanças
revelo a permanência

em tudo que escondo
há desvelar de sentimentos

segunda-feira, julho 31, 2006

Permanência

Permanência


que queres cancelar?
o encontro com o amor;
a viagem do amanhã;
o compromisso consigo?

o que queres visualizar?
a mesma estrada trilhada;
o mesmo ar que te envolve;
os mesmos seres que éramos?

não há como submeter
o mundo ao desejo teu
o tempo ainda segue
há vida pra se viver

o futuro se anuncia
não negue o movimento