Corais
Corais colhidos na areia
partidos pelo mar deixados
corais que a população nem nota
alheia a como são lindos
à beira da praia caídos
corais que a menina pega
empilha, forma castelos
e sonha reis e rainhas
dragões e príncipe belos
Não sei qual mais singelo
a cor no corado da menina
ou o coral que o mar traz pra ela
quarta-feira, outubro 25, 2006
quarta-feira, setembro 27, 2006
Indignação
Indignação
trabalhadores brasileiros
exaustos adoecem e têm
queda de produtividade
temos a pior
câmara legisladora
de todos os tempos
a violência comandada
de dentro dos presídios
oprime a sociedade toda
a novidade
fica sempre mais importante
que a maturidade
a poluição destrói
os rios secam
as matas caem
mas os gritos dos ecologistas
não ecoam nos lares
nosso povo se embriaga
na multiplicação dos bares
crianças e jovens
que se atrevem a gritar
contra um sistema que oprime
dá privilégio a informações
deixa tempo mínimo às ações
estão sendo medicadas
pra diminuir a atividade
estou tendo indigestão
de tanta notícia ruim
de tanta informação atravessada
que não escolhi alimentar
me sinto indignada!
trabalhadores brasileiros
exaustos adoecem e têm
queda de produtividade
temos a pior
câmara legisladora
de todos os tempos
a violência comandada
de dentro dos presídios
oprime a sociedade toda
a novidade
fica sempre mais importante
que a maturidade
a poluição destrói
os rios secam
as matas caem
mas os gritos dos ecologistas
não ecoam nos lares
nosso povo se embriaga
na multiplicação dos bares
crianças e jovens
que se atrevem a gritar
contra um sistema que oprime
dá privilégio a informações
deixa tempo mínimo às ações
estão sendo medicadas
pra diminuir a atividade
estou tendo indigestão
de tanta notícia ruim
de tanta informação atravessada
que não escolhi alimentar
me sinto indignada!
Inversões
Inversões
De tanto ver
a morte estampada na TV,
ela não me surpreende mais
De tanto ouvir
sobre a violência dos marginais,
o cidadão se prender
se tornou regra geral
De tanto presenciar
a bebida dominar a mente,
o estranho é a sobriedade
De tanto ler
sobre a violência
em manchetes garrafais,
ser pacífico ou pacificador
é que se tornou marginal
De tanto ver o amor banalizado,
o que passou a importar aos casais
é o encontro na relação sexual
a corrupção se tornou banal,
a religião saiu das relações,
entrou em templos como espetáculo
ser político é buscar bem material
Essa medéia com seus tentáculo
invade o privado e o social
Nadando contra essa corrente
pareço ser incoerente
O que deveria ser coletivo
passa a opinião individual
Com tanta tecnologia,
viver na simplicidade
já não é natural
De tanto ver
a morte estampada na TV,
ela não me surpreende mais
De tanto ouvir
sobre a violência dos marginais,
o cidadão se prender
se tornou regra geral
De tanto presenciar
a bebida dominar a mente,
o estranho é a sobriedade
De tanto ler
sobre a violência
em manchetes garrafais,
ser pacífico ou pacificador
é que se tornou marginal
De tanto ver o amor banalizado,
o que passou a importar aos casais
é o encontro na relação sexual
a corrupção se tornou banal,
a religião saiu das relações,
entrou em templos como espetáculo
ser político é buscar bem material
Essa medéia com seus tentáculo
invade o privado e o social
Nadando contra essa corrente
pareço ser incoerente
O que deveria ser coletivo
passa a opinião individual
Com tanta tecnologia,
viver na simplicidade
já não é natural
segunda-feira, setembro 18, 2006
Antologias
terça-feira, setembro 05, 2006
Insônia
Insônia
Meu corpo rola na cama
e minha mente viaja
a lugares distantes
Encontro pessoas
Crio cenas mirabolantes
Meu corpo rola na cama
e minha mente remoça
volta no tempo, encontra
vê de novo fatos vividos
gente não mais conhecidas
deixadas e perdidas atrás
Meu corpo rola na cama
e minha mente antecipa
encontros, espaços, tempo
crio as falas diálogos
fico dona de mentes alheias
falo comigo o tempo inteiro
Meu corpo rola na cama
e minha mente viaja
a lugares distantes
Encontro pessoas
Crio cenas mirabolantes
Meu corpo rola na cama
e minha mente remoça
volta no tempo, encontra
vê de novo fatos vividos
gente não mais conhecidas
deixadas e perdidas atrás
Meu corpo rola na cama
e minha mente antecipa
encontros, espaços, tempo
crio as falas diálogos
fico dona de mentes alheias
falo comigo o tempo inteiro
Insônia II
Insônia II
Quando acordo
nas madrugadas
o pensamento vai longe
resolvo velhos problemas
às vezes invento novos
Quando acordo
nas madrugadas
o pensamento vai longe
resolvo velhos problemas
às vezes invento novos
Antologia do Congresso
sexta-feira, agosto 25, 2006
Leveza
Missão
Homenagem ao Ludiro, escrita pela poetisa Benvinda Palma
Missão
Entre bombas e ogivas,
canhões, trincheiras,
Corpo cansado, à deriva,
Sob o Sol, chuva, sereno,
Suor, sangue, solidão,
Que a vida não é brincadeira!
Assim caminhava aquele soldado,
Deixando seus sonhos de lado,
Deixando planos engavetados,
Deixando seu amor, o aconchego do lar,
Deixando o lazer, a alegria,
Tendo apenas como companhia,
A nefasta missão de defender a pátria idolatrada!
Benvinda Palma
terça-feira, agosto 08, 2006
muro
muro
não lembro ao certo
quando o muro foi erguido
foi surgindo aos poucos,
uma palavra áspera aqui,
um descaso acolá
e quando percebemos,
estava pronto
e desde então,
tem nos dividido ao meio
Ademir Antonio Bacca, do livro "Plano de Vôo"
não lembro ao certo
quando o muro foi erguido
foi surgindo aos poucos,
uma palavra áspera aqui,
um descaso acolá
e quando percebemos,
estava pronto
e desde então,
tem nos dividido ao meio
Ademir Antonio Bacca, do livro "Plano de Vôo"
Tentativa de Suicídio
Imagem fantástica nesse haicai escolhido dentre outros de Leila Míccolis!
Tentativa de Suicídio
Foi ao toalete,
e cortou os sonhos
a gilete.
Tentativa de Suicídio
Foi ao toalete,
e cortou os sonhos
a gilete.
a Blocos online
Uma homenagem a Blocos online:
Com blocos de concreto: prédios,
com Blocos de emoção: prosa e versos online
Com blocos de concreto: prédios,
com Blocos de emoção: prosa e versos online
segunda-feira, agosto 07, 2006
Poema da Benvinda
Se todo rabisco fosse assim, uma obra prima...
Este é da Benvinda Palma.
Leiam e vejam como tenho razão!
Espinhos
Nasceu uma linda Rosa em meu jardim.
Rara, de um perfume excitante!
Que me deixava embriagada e
O meu desejo despertava a todo instante!
Cuidei dela com todo carinho,
Dispensei a ela todo meu amor!
Mas ela também tinha espinhos!
Benvinda Palma
Este é da Benvinda Palma.
Leiam e vejam como tenho razão!
Espinhos
Nasceu uma linda Rosa em meu jardim.
Rara, de um perfume excitante!
Que me deixava embriagada e
O meu desejo despertava a todo instante!
Cuidei dela com todo carinho,
Dispensei a ela todo meu amor!
Mas ela também tinha espinhos!
Benvinda Palma
quinta-feira, agosto 03, 2006
Desvelo
se me escondo em máscaras
revelo o disfarce
se oculto as raivas
revelo o medo
se desconheço as mudanças
revelo a permanência
em tudo que escondo
há desvelar de sentimentos
revelo o disfarce
se oculto as raivas
revelo o medo
se desconheço as mudanças
revelo a permanência
em tudo que escondo
há desvelar de sentimentos
segunda-feira, julho 31, 2006
Permanência
Permanência
que queres cancelar?
o encontro com o amor;
a viagem do amanhã;
o compromisso consigo?
o que queres visualizar?
a mesma estrada trilhada;
o mesmo ar que te envolve;
os mesmos seres que éramos?
não há como submeter
o mundo ao desejo teu
o tempo ainda segue
há vida pra se viver
o futuro se anuncia
não negue o movimento
que queres cancelar?
o encontro com o amor;
a viagem do amanhã;
o compromisso consigo?
o que queres visualizar?
a mesma estrada trilhada;
o mesmo ar que te envolve;
os mesmos seres que éramos?
não há como submeter
o mundo ao desejo teu
o tempo ainda segue
há vida pra se viver
o futuro se anuncia
não negue o movimento
Sonho
Morreu meu sonho
de ser mestra ou doutora
na universidade
Passou o tempo de sonhá-lo
Morreu meu sonho
de ter bodas de diamante
no casamento que tive
Desfez-se em tempo passado
Ainda vive o sonho
de escrever em versos
a vida vivida
Brota a todo momento em mim
de ser mestra ou doutora
na universidade
Passou o tempo de sonhá-lo
Morreu meu sonho
de ter bodas de diamante
no casamento que tive
Desfez-se em tempo passado
Ainda vive o sonho
de escrever em versos
a vida vivida
Brota a todo momento em mim
Clareado
Clareado
quando escrevo as palavras
algo escuro se vai
pra longe de mim
quando registro o pensamento
algo recolho de claro
pra dentro de mim
quando brota um poema
deixo uma brecha da leitura
que fiz do sonho
acordado em mim
quando escrevo as palavras
algo escuro se vai
pra longe de mim
quando registro o pensamento
algo recolho de claro
pra dentro de mim
quando brota um poema
deixo uma brecha da leitura
que fiz do sonho
acordado em mim
Transatlânticos
Transatlânticos
Nos barcos de papel que hoje faço
escrevo um poema de Quintana
o poema cujas asas batem forte
e levam os meus barcos ao oceano
Nos barcos de papel que hoje faço
escrevo um poema de Quintana
o poema cujas asas batem forte
e levam os meus barcos ao oceano
segunda-feira, julho 24, 2006
Agradecimento
Ao meu amigo Ludiro, que conheci no orkut, através de seus poemas
e que me presenteou com esse blog, muito obrigada!
Que você, também, Ludiro, encontre muitos amigos, sempre dispostos a ajudá-lo, caso você precise.
MariaAngélica/Bilá
e que me presenteou com esse blog, muito obrigada!
Que você, também, Ludiro, encontre muitos amigos, sempre dispostos a ajudá-lo, caso você precise.
MariaAngélica/Bilá
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